Minhas Músicas

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Porque precisa ser tão difícil?


Porque precisa ser tão difícil? Porque precisa ser uma batalha constante e um desabafo completo? Dias confusos, repletos de desáfio e um medo tremendo de falhar, de seguir a direção errada, de apenas não ser boa o bastante, mais parece ser tão certo, por que para mim parece ser tão difícil? Eu não sei... As vezes não entendo, e sinto meu peito se oprimir com essa confusão, sinto vontade de chorar, se podesse resumir toda essa frustração em uma única palavra, como se estivesse catando as palavras no escuro, numa fome avassaladora, árduo? De fato, é! Mais em alguns momentos o peso parece se abrandar, e em outros como nesses dias, parece se duplicar.

"Enquanto eu tiver ele (Meu livro!), eu nunca ficarei sozinha. Talvez seja hoje o dia da reviravolta, sentada aqui, acreditando, olhando o vázio e esperando... A simples concpção da criação, em um raio fugaz de luz. Quanto tempo faz? Meses? Semanas? Dias?"

E nada se concluí, nada evoluí, uma barreira intranspassável, pelo menos agora. É uma história linda, comovente, inocente e puramente perfeita á sua maneira, como não amá-la? quando eu sinto tanta emoção em simplesmente lê-la, está voltando? Apenas denotei um mínimo reflexo de luz. Vi uma escritora falando que quando um artista, no caso um escritor, deposita toda sua energia, sua fé, e até mesmo sua vida num único lugar, projeto, no meu caso o livro, isso se reverbera atráves dos tempos, ou atráves de qualquer coisa que já tenha feito, escrito... Isso me fez pensar, pensar em quão grande é de fato minha pequenininha história, ou em como ela fora díminuta, quão esforço e tempo eu deposito, meus pensamentos, meus amigos, minha vida em si, se resume basicamente no esforço de me isolar para criá-lo, então quando me disseram que em uma cidade é possível criar com tal facilidade eu me questionei: por que para mim parece ser tão difícil? Tão ardoroso e necessário esse isolamento? Por que precisa ser tão sufocante e libertador a raiz do problema? 


Está voltando... Eu a vejo, como uma brisa suave e fresca, como um leve véu ao vento tremeluzindo na luz pálida do luar, o forte incandescente lunar dos fios de seu lindo cabelo áureo branco-prateado, a delicadeza nata de sua soberana descendência, sua pureza, sua luz, seu dom, tão sensível e tão forte quando se trata do seu povo. Em cada entardecer é uma nova sperança, do começo fo fim... Ou pelo menos do começo.

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