Meio que por coincidência, ou não, considerando o fato
de que adoro literatura, venho aqui contar-vos, e mantendo a mente sempre
aberta a qualquer gênero literário apenas por prazer da nova descoberta e da ãnsia
em querer enchergar e julgar tal gênero por mim mesma e não por uma disfunção
de obra literária; ler é sempre bom, e quando um novo caminho nos espreita em
nossa jornada entre livros e fins é um pecado capital dispensá-lo.
Era uma vez... A Grécia, conta-nos Jean-Pierre
Vernant.
Prometeu roubou o fogo do Olimpo, Urano foi castrado,
( então é onde tudo evolui, historicamente falando, sem ofenças) Perseu
cortou a cabeça de medusa. Baco promovia orgias. Hércules foi sempre o mais
forte. Afrodite, a mais bela. Ulisses, o mais esperto. Aquiles teve sempre um
ponto fraco. (Será que ainda há brechas para uma aspirante a escritora se
aventurar e colocar sua participação minúscula na grande história literária, com
um arcanjo poderoso e uma princesa bela e com o seu ponto fraco, seu amor por
ele?)
É essa sou eu... Ou minha história que quero contar,
ter algo em minha vida que transceda se não os tempos, apenas as mentes
fechadas para si mesmas, que eu possa alcansá-las.
Enfim, me aventurei em um "mundo" oposto da
nossa literatura que abrange mais o quinhentismo e nossa nacionalidade de
antigamente, sertaneja, ou rural. Cruzando essa fronteira, entrei na era grega,
em sua literatura e em seu mundo de deuses do olimpo e seus subsequentes de
Gaia e Urano. Comecei pelo mais simples "O UNIVERSO, OS DEUSES, OS
HOMENS" mitos gregos contados por Jean-pierre Vernant - editora: Companhia
das letras.
O que existia antes de existir alguma coisa? A está
pergunta os gregos responderam com
mitos. Uma obra de fácil compreenssão e
de um conhecimento raro sobre á introdução da mitologia grega, reúne algumas
das histórias mais belas da antiguidade clássica. A peculiaridade nessa obra é
o simples fato de sua narrativa ser contada como sendo "fábulas de
ama-de-leite" como platão mesmo retratava e o altor destaca, retomando a
vocação mais autêntica dos mitos - A de serem relatos que passam de geração em
geração - , Vernant, neste livro, não é apenas o pesquisador, que há meio século
atribuiu-se a missão de reviver a herança da antiguidade clássica. É também o
avô que toda noite contava ao seu neto histórias e mais histórias da mitologia
grega, um tesouro polissêmico ("trecho tirado do livro") que desde
sempre ensina os homens a conhecer seu lugar e seus limites no mundo.
E em uma
complexa porém disponível aceitação de
um clássico da literatura que não poderia dispensar ao mergulhar tão cegamente
nessa narrativa: HOMERO - A ODISSÉIA - (Em forma de narrativa) - editora:
Ediouro.
Duas palavras: O prazer de ler Homero no original é
privilégio de um número reduzidíssimo: o grego é, hoje, um idioma desconhecido
mesmo pela imensa maioria das pessoas cultas.
Por outro
lado, as traduções das obras clássicas se ressentem, quase sempre, de um eruditismo
excessivo, que as torna de todo desiteressantes para o comum dos leitores. a
presente tradução da "Odisséia" destina-se a dar aos leitores de
certa cultura a possibilidade de conhecer, em seus pormenores, as celebradas
aventuras de "Ulisses", procurando na medida do possível,
transmitir-lhe as belezas do texto original.
Apresento o melhor caminho para se aventurarem na
mitologia grega.


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