Não que eu esperasse
amor, nem mesmo desejava paixão, quando tudo se fazia apenas para retardar o
meu caminho, quando eu disse as palavras mais duras do que gostaria de fato,
mais que para aquela mente traumatizada o pouco era muito para se prever, quando
desejava estar com você em minha consciência e realmente eu o afastava, e sei
que se eu tivesse outra chance eu não mudaria, talvez não por você mais por
mim, você era aquele momento do qual eu sempre lembraria relutantemente com
saudade, mais eu preferia assim, um momento, uma lembrança saudável, não diria
feliz, pois sabemos que cada instante do qual vivemos juntos foi mais que isso,
era uma porta da qual eu me permitia raramente fugir, cometer erros, onde com você
eu me permitia ser livre. Nosso primeiro beijo, terno e simples onde lhe
mostrei um pouco de mim, e você reagiu a isso com uma sensibilidade mesmo por
baixo da sua natureza brusca e tosca que me tocaram profundamente, agora me
pergunto se fora possível eu tiver me deslumbrado desde aí, não me lembro da
nossa primeira briga, brigávamos muito, mais me lembro que era quase sempre por
me dizer que eu não confiava em você, e que o que eu pretendia de fato? Pergunta
da qual eu não me preocupava em responder, pois eu sabia a resposta, não importava
não me preocupava e apesar de eu em alguma dimensão, em outro mundo e em outro
corpo e mente desejar que algo fosse diferente, não conseguia fazer nada de
diferente.
Quando você se moldou ao
meu pensamento, e parou de dizer que me amava, quando eu o afastava e dizia que
o que tínhamos era só aquilo, quando deixou de tentar me fazer ser sua e passou
a ser, não meu amigo, pois sempre haveria a sensação intensa, mas alguém que me
escutava e estava ali, onde podia conversar bobagens e coisas às vezes sérias,
desde que não envolvessem sentimentos dos quais não podíamos arcar. Quando sua arrogância
era irritantemente conflitante e você jogava na minha cara que eu não era o centro
do mundo, como se um dia eu tivesse pensado isso, simplesmente não aceitava a
arriscar o pouco que consegui juntar em mim, quando como eu te disse que não te
poderia você, e ter que te deixar para trás.
Quando eu tentava ser
sincera com você e com a situação, e cheguei a um ponto que não reconheço, não
quero reconhecer...
Como sabemos, temos
certeza de que alguém é bom o bastante, ou certo para nós?
É você ter a coragem e a
certeza de assumir um sentimento e por no centro de todas as outras coisas? Mesmo
quando a razão contra diz cada um dos seus motivos e nega todas as evidencia?
Escolher alguém por razão social, pelo quão certo ele se faz ser a vista da
sociedade? Isso me causa ânsia de vomito, repulsa, se quer saber. E é por esse
mesmo motivo que eu busco sobre tudo... A certeza do amor? Buscar uma coisa na
outra não pode dar certo nunca, e não se trata de coragem se trata de bom
senso, se trata de saber se colocar por si só, antes de ir à busca de uma
divagação ou ilusão amorosa, de tomar todas as precauções antes de se jogar e
ser tarde demais para olhar para trás. De ter amor próprio, antes de
entregar-se completamente, e o que faz voltar ao inicio, bom senso, mais os
poetas afirmam que um não anda com o outro. Amor e razão.
"Não sabemos, não
podemos saber."
Meu desejo proibido,
minha duvida constante, meu segredo escondido.

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