Não ha ninguém lá fora para mim há? Ninguém com mais do que um sorriso
doce e palavras reconfortantes, alguém que seja bondoso de coração, assim como
o meu, alguém que possa escutar os sussurros compelidos no meio da noite, alguém
que saiba a batida ritma de suas badaladas, como se afrouxa e se aperta em suas
emoções, como se encanta se desperta e volta no fim do dia para aquele tão
familiar recanto. Ninguém com mais do que a gentileza imposta e recomendada, ninguém
que tema e suspirar em seus devaneios, um suspiro perdido e muitas vezes
encontrado, deflagrado, como obras de artes, de vida, mais impensados e postos
de lado. Uma mente perdida em um mundo onde tudo e demais, tudo e preciso,
essencial, onde a calma, em parar e pensar se isso e realmente o correto não
vale mais o sacrifício, quem se importa quem de fato se importa com pequenas
coisas bobas que a muito se tornaram obsoletas e descartáveis, um coração
deixou de ser um assim que se enveredou por caminhos tortuosos e pecaminosos,
sangue nos olhos, a brisa gélida, nada e demais.

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