Lembrei daquelas palavras
soltas, sem sentidos, em
como a risada foi inevitável e espontânea,
em como eu te empurrei e você me puxou, em como nossas faces se encontraram, no
aperto em meu peito, na dor da afeição...
Então eu naufraguei, na hesitação,
no medo, queria te abraçar, te aninhar em meu peito como já fizera outras
vezes, recuei, era demais, até mesmo para mim, não podia quando havia tanto a
largar, mas eu queria, assim como todos os dias ansiava a manhã para telo em
meus pensamentos, com sua sombra em meus olhos, em como me enroscava na cama
para esperar o momento da noite, dos sonhos.

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